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O que é o Sistema de Valores a Receber

O Sistema de Valores a Receber (SVR) é uma plataforma do Banco Central que permite a pessoas e empresas consultar se têm dinheiro a receber em bancos e em outras instituições fiscalizadas pelo Banco Central e, se tiverem, ver como pedir a devolução. A consulta e a solicitação são gratuitas.

O Banco Central apenas centraliza as informações. Quem responde pelos dados que aparecem no sistema são os bancos, as administradoras de consórcio e as demais instituições autorizadas.

De onde vêm esses valores

Segundo o Banco Central, os valores mostrados no sistema podem vir de:

  • contas correntes ou de poupança encerradas com saldo disponível;
  • cotas de capital e rateio de sobras líquidas de ex-participantes de cooperativas de crédito;
  • recursos não procurados de grupos de consórcio encerrados;
  • tarifas cobradas indevidamente e parcelas ou despesas de operações de crédito cobradas;
  • contas de pagamento pré-pagas ou pós-pagas, inclusive cartões de crédito, encerradas com saldo disponível;
  • contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras encerradas com saldo disponível.

O que não aparece no sistema

O SVR não mostra, por exemplo, saldo de FGTS, abono salarial (PIS/Pasep), valores sob disputa judicial, ajustes de planos econômicos nem valores de instituições em falência ou que deixaram de prestar serviços financeiros. Para entender o FGTS, veja o guia FGTS: como funciona, como consultar e quando pode sacar.

As instituições revisam suas bases e enviam novos valores ao Banco Central de tempos em tempos. Por isso, uma consulta que não encontrou nada hoje pode encontrar algo mais adiante.

Quem pode ter valores a receber

Pessoa física

Qualquer pessoa pode consultar o próprio CPF. A consulta pública não exige login: o sistema pede o CPF e a data de nascimento.

Empresa

A consulta pública também aceita o CNPJ e a data de abertura, inclusive de empresas encerradas. Para ver os detalhes dos valores de uma empresa ativa, a pessoa que tem o certificado digital da empresa precisa vincular o CNPJ à própria conta gov.br e ativar a verificação em duas etapas. Segundo o Banco Central, empresas ativas sem certificado digital não conseguem acessar o sistema e devem falar diretamente com as instituições com as quais tiveram relacionamento.

No caso de empresa encerrada, quem consulta precisa ser representante legal e aceitar um termo de responsabilidade. O sistema indica a instituição e uma faixa de valor, e o pedido não é feito pelo sistema: o contato é direto com a instituição.

Pessoa falecida

É possível consultar valores de uma pessoa falecida informando o CPF e a data de nascimento dela. Quem consulta precisa ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal, e aceita um termo de responsabilidade. O sistema mostra a instituição, os dados de contato e a faixa do valor (de R$ 0,01 a R$ 10,00, até acima de R$ 1.000,01). Nesse caso o valor não é pedido pelo sistema: é preciso procurar a instituição e apresentar os documentos que ela exigir. O Banco Central informa que não há prazo definido em norma para a devolução de valores de falecidos.

Como consultar pelo caminho oficial, passo a passo

  1. Digite você mesmo o endereço valoresareceber.bcb.gov.br no navegador ou use o botão do site oficial nas orientações detalhadas.
  2. Escolha a consulta pública e informe o CPF e a data de nascimento (ou o CNPJ e a data de abertura da empresa). Não é necessário fazer login para essa consulta.
  3. Se o sistema indicar que há valores, entre com sua conta gov.br para ver os detalhes, como a origem do valor e a instituição responsável. O acesso ao sistema exige conta gov.br de nível prata ou ouro, com verificação em duas etapas ativada.
  4. Confira a instituição e os canais de atendimento mostrados no sistema antes de qualquer pedido.

Como o resgate acontece e em quanto tempo

Segundo o Banco Central, existem três caminhos para receber um valor informado no sistema:

  1. Contato direto com a instituição responsável pelo valor, que combina com você a forma de pagamento.
  2. Pedido pelo sistema, quando a instituição aderiu ao Termo de Adesão do Banco Central para devolução facilitada via Pix. Você precisa ter ao menos uma chave Pix cadastrada, que não pode ser a chave aleatória.
  3. Solicitação automática, disponível para pessoa física com chave Pix CPF desde maio de 2025. Depois de habilitada, os valores das instituições que aderiram são pedidos sem que você precise repetir o processo a cada consulta.

Prazos

Quando o pedido é feito pelo sistema, o Banco Central informa que o valor deve ser recebido em até 12 dias úteis. Em pedidos feitos diretamente na instituição, não há prazo máximo definido: depende do que for combinado e da análise dela.

Pontos de atenção

  • O valor recebido pode ser diferente do que aparece no sistema, por causa de atualização monetária ou de descontos previstos em contrato, em lei ou em norma.
  • Depois de um pedido pelo sistema, um novo pedido do mesmo valor fica bloqueado por um período que, segundo o Banco Central, varia de 30 a 90 dias, conforme o tipo de instituição.
  • Valores de conta conjunta solidária (tipo "ou") podem ser pedidos por qualquer titular. Os de conta conjunta não solidária (tipo "e") não aparecem no sistema nesse momento.

Sinais de golpe

Segundo o Banco Central:

  • o único site para consultar e saber como pedir a devolução é valoresareceber.bcb.gov.br;
  • todos os serviços do Valores a Receber são gratuitos, e você não deve fazer pagamento algum para ter acesso aos valores;
  • o Banco Central não envia links nem entra em contato com você sobre valores a receber ou para confirmar seus dados pessoais;
  • só a instituição que aparece no sistema pode contatar você, e ela nunca vai pedir sua senha;
  • nenhuma pessoa ou empresa está autorizada a atuar como intermediária na devolução dos valores.

Desconfie de quem cobra taxa, promete liberar o dinheiro mais rápido ou pede senha, código do aplicativo ou dados do cartão. Não clique em links suspeitos enviados por e-mail, SMS, WhatsApp ou Telegram. Para conhecer outros golpes comuns, leia Golpes financeiros mais comuns e como se proteger e Pix: limites, segurança e como evitar golpes.

Informações conferidas em 24/10/2026 no site do Banco Central.

O que o Centavo Certo faz e o que não faz nesta página

  • É conteúdo educativo independente. O Centavo Certo não é o Banco Central, não representa o governo nem instituições financeiras.
  • Não consulta saldo, não mostra se você tem valores e não faz pedidos em seu nome.
  • Não pede CPF, senha, código de verificação nem dados bancários.
  • Não cobra por esta página, que não depende de cadastro.

Perguntas frequentes

A consulta de Valores a Receber é gratuita?

Sim. Segundo o Banco Central, todos os serviços do Valores a Receber são gratuitos. Ninguém precisa pagar para consultar ou pedir a devolução, e quem cobra taxa não é o Banco Central.

Preciso de login para consultar?

A consulta pública não exige login: basta informar CPF e data de nascimento, ou CNPJ e data de abertura da empresa. Para ver os detalhes e pedir o valor, o acesso exige conta gov.br de nível prata ou ouro com verificação em duas etapas.

Em quanto tempo o dinheiro cai na conta?

Quando o pedido é feito pelo sistema, o Banco Central informa que a devolução ocorre em até 12 dias úteis. Em pedidos feitos direto na instituição, não há prazo máximo definido e depende do que for combinado com ela.

Posso consultar valores de um familiar que morreu?

Sim, se você for herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal. Informe o CPF e a data de nascimento da pessoa falecida e aceite o termo de responsabilidade. O pedido não é feito pelo sistema: você deve procurar a instituição e apresentar os documentos que ela exigir.

O valor recebido pode ser diferente do que aparece no sistema?

Pode. O Banco Central explica que a diferença decorre de atualização monetária ou de descontos previstos em contrato, em lei ou em norma do Sistema Financeiro Nacional.

Alguém pode fazer o pedido por mim mediante pagamento?

Não. O Banco Central afirma que nenhuma pessoa ou empresa está autorizada a atuar como intermediária na devolução dos valores. O pedido é feito por você, no sistema oficial ou direto na instituição.

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